Marcos, 23 anos, namora a Di, tem uma gata chamada Sofia. Adora música, cinema, HQs, livros, séries de TV, videogames e tudo que é gadget.
Estuda cinema na FAAP, tenta fazer filmes e assiste tudo que tem chance.
Acumula CDs, DVDs e HQs pela casa.
Sonha em ter um quarto só de depósito. Toma banho quente até no calor e água gelada e sorvete até no frio.
Paulista, paulistano e são-paulino.
Fã de mais bandas e filmes do que dá pra citar. (é melhor perguntar)
Há pouco mais de um mês eu fui no show do Placebo. Fiquei de escrever sobre ele, até comecei, mas sempre acabava deixando para depois. Agora percebo que isso foi providencial. Sim, pois fica muito mais fácil falar dele depois de ter ido no show dos White Stripes. O show do Placebo havia me deixado frustrado. Já o do White Stripes foi o seu completo oposto. A banda de Brian Molko veio tocar como quem vai preencher um formulário: só burocracia. Fez o básico, o que tinha que fazer para garantir o pão e ir para casa. Interação com o público, nem pensar. Já Jack White detonou. Conversou muito com o público, improvisou milhões de vezes (anota aí Molko: improviso é a alma de um show, é o que o torna único), deixou os fãs cantando o riff de Seven Nation Army e ficou só cantando a letra em cima. Acelerou quase todas as músicas (Hotel Yorba ficou animal demais), deixava a Meg cantar partes de músicas que antes não eram dela (ficou muito bom), tocou um xilofone bizarro e não teve medo de tocar. Tocou o que deu na telha, extendeu as músicas e ainda disse pro público: "you'll have to go through a lot of songs you don't know to get to the ones you love. If it's fine by you, it's fine by me. Otherwise, I can just play Seven Nation Army and be on my way home. What do you say?" Mas não foram a matraca do Jack, a movimentação deles ou as músicas diferentes que REALMENTE colocaram este show tão a frente do outro. Brian Molko poderia até ter tentado fingir, mas não adiantaria. O que eu vi no palco hoje foi uma banda que realmente QUER tocar. Que tem tesão em fazê-lo. É difícil imaginar, mas acredite: isso muda tudo. A pegada de alguém que toca de saco cheio é totalmente diferente da de quem está adorando tudo aquilo. E isso chega para o público. No final das contas, or irmãos White mostraram como se faz um bom show de rock, para todos que quisessem ver. Quem perdeu, pode roer as unhas de raiva. Foi muito bom!
Um adendo interessante: durante o show, percebi do meu lado uma menina que não poderia ter mais de 12 anos, devidamente acompanhada da mãe. A garota estava realmente gostando do show e ainda sabia as letras de algumas das músicas. Foi algo realmente emocionante. Quando vejo coisas como essa, até me permito ter fé na humanidade. Cada criança dessas que eu encontro anulam 100 crianças que vejo todo o dia querendo ser "más" ouvindo Charlie Brown Jr. ou Avril Lavigne. =') NP: Pato Fu - Simplicidade